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Zuck nega
buenos dias manada

Frase do dia🗣️: “Não é sobre as cartas que você recebe. É sobre como você joga a mão.”
Money Docs, Edição número 124 de quinta-feira, 19/02/2026
Zuckerberg no tribunal nega ter mentido pro Congresso
NEGÓCIOS

O que tá rolando
Mark Zuckerberg foi a tribunal nesta quarta (18) pra se defender de acusações de ter enganado o Congresso sobre o design viciante do Instagram. O caso pode custar bilhões à Meta e mudar o jogo das big techs contra processos de danos aos usuários.
A acusação:
Uma mulher da Califórnia afirma que Instagram e YouTube a viciaram quando criança, agravando depressão e pensamentos suicidas. Ela diz que as empresas sabiam dos danos mas priorizaram lucro.
O embate no tribunal
Mark Lanier, advogado da acusação, mostrou emails de 2014 e 2015 onde Zuckerberg traçava planos pra aumentar tempo no app em dois dígitos percentuais.
Porém: Em audiência no Congresso em 2024, Zuck afirmou que Meta não estabelecia metas de maximizar tempo gasto nos apps.
Resposta de Zuckerberg:
"Se você está tentando dizer que meu depoimento não foi preciso, discordo veementemente."
Ele argumentou que Meta mudou a abordagem desde 2014-2015. Antes tinha metas de tempo, depois abandonou.
Traduzindo: "Eu falei a verdade sobre 2024. Que a gente fazia isso em 2014 é outra história."
Por que esse julgamento importa
É a primeira vez que Zuckerberg testemunha em tribunal sobre impacto do Instagram na saúde mental de jovens.
As apostas são altas:
Meta pode ter que pagar indenizações bilionárias se perder
Veredito pode enfraquecer defesa jurídica das big techs contra processos similares
Caso serve de teste pra milhares de ações contra Meta, Google, Snap e TikTok
Reação global contra redes sociais
Austrália: proibiu acesso a redes pra menores de 16 anos
Espanha: considerando restrições similares
Flórida: proibiu acesso pra menores de 14 anos (setor de tech contestando na Justiça)
Famílias, escolas e estados entraram com milhares de ações nos EUA acusando empresas de alimentar crise de saúde mental juvenil.
O que documentos internos revelam
Reportagens investigativas já mostraram que Meta sabia dos danos:
Adolescentes que relatavam que Instagram os fazia se sentir mal com o corpo viam mais conteúdo de transtornos alimentares
Estudo interno mostrou que supervisão dos pais não reduz uso habitual de adolescentes
Jovens com vida difícil disseram usar Instagram habitualmente ou sem intenção
Adam Mosseri (chefe do Instagram) testemunhou semana passada que desconhecia esses estudos internos recentes.
Defesa da Meta
Meta nega tudo e cita:
Estudo da Academia Nacional de Ciências que conclui que pesquisas não demonstram que redes afetam saúde mental infantil
Recursos de proteção adicionados aos apps
No caso específico: registros de saúde da mulher mostram que problemas vêm de infância conturbada, e redes eram válvula de escape criativa
💡 Bottom line: Zuckerberg nega ter mentido pro Congresso sobre design viciante do Instagram, mas emails de 2014-2015 mostram metas explícitas de aumentar tempo no app. Ele argumenta que Meta mudou abordagem desde então. Caso pode custar bilhões e servir de teste pra milhares de processos contra big techs acusadas de alimentar crise de saúde mental juvenil. Mundo inteiro reagindo (Austrália baniu <16 anos, Flórida <14), e documentos internos já provaram que Meta sabia dos danos mas priorizou engajamento. Defesa aposta em estudo que diz "não há evidência clara" e que problemas da autora vêm de infância difícil, não de Instagram. Veredito pode redefinir como big techs respondem por impacto em menores.
Fim do 6x1 pode custar R$ 180 bilhões por ano
ECONOMIA

O que tá rolando
A proposta de acabar com a escala 6x1 tá tramitando na CCJ da Câmara com pedido de urgência do governo. A indústria já chegou com o balde de água fria: segundo a Firjan, a mudança pode custar R$ 180 bilhões por ano à economia brasileira.
O debate central:
A favor: trabalhador descansa mais, qualidade de vida melhora, tendência global
Contra: Brasil não tá preparado, conta vai pro consumidor e pode fechar empresa
O argumento da indústria
Antônio Carlos Vilela, vice-presidente da Firjan, não poupou críticas:
"Como nós podemos distribuir vantagens ou reduzir carga de trabalho em um país que é considerado de baixa produtividade?"
Os problemas apontados:
Ano eleitoral — proposta popular, mas pode ser populista
Crise fiscal iminente — momento errado pra aumentar custo
Baixa produtividade — Brasil já produz menos que países desenvolvidos
Juros altos — empresas já sufocadas com custo de capital
Escassez de mão qualificada — contratar mais funcionários é difícil e caro
Quem paga a conta? Você.
O exemplo mais direto de Vilela:
"Um hospital público administrado por empresa privada, quando tiver que contratar mais funcionários pra cobrir as 24 horas, o custo do serviço pro estado vai aumentar. Planos de saúde também terão que contratar mais funcionários, o que impactará nos preços."
Efeito cascata:
Empresas que conseguem repassar custo → produtos e serviços mais caros
Empresas que não conseguem → fecham as portas
Resultado possível → menos empregos, não mais
Alternativas em discussão
Vilela não é contra reduzir jornada — só contra fazer rápido e sem planejamento:
Reduzir semana de 44 pra 40 horas (alternativa mais gradual)
Discutir setor por setor — plataforma de petróleo é diferente de padaria
Desoneração da folha pra compensar custo adicional
Prazo de transição longo, com "equilíbrio e seriedade"
Traduzindo: "Queremos chegar lá, mas não de helicóptero."
💡 Bottom line: O fim do 6x1 tá na CCJ com urgência pedida pelo governo, mas a indústria alerta pra conta de R$ 180 bilhões anuais que inevitavelmente chega no preço final de tudo — do plano de saúde à padaria. O debate real não é "trabalhador merece descansar mais?" (sim, merece), mas "quem paga e como?" em um país com juros altos, baixa produtividade e crise fiscal. Firjan propõe discussão setorial e gradual em vez de virada de chave eleitoral. No fim, benefício real depende de não exportar o emprego junto com a escala.

Europa sobe levemente com bancos se recuperando — medo de IA deu uma trégua, mas luxo e tech ainda sangram
INVESTIMENTOS

O que tá rolando
O Stoxx 600 fechou esta segunda (16) em alta de 0,13%, a 618,52 pontos, puxado pela recuperação do setor financeiro após semana de pânico com IA.
Destaque regional:
IBEX espanhol (fortemente bancário) liderou com +1%.
Medo de IA deu trégua — por enquanto
Nas últimas semanas, bancos e seguradoras europeias sofreram com o temor de que IA eliminaria empregos e derrubaria lucros do setor financeiro. O índice financeiro registrou sua maior queda semanal desde março de 2025.
Hoje, a ressaca passou (um pouco):
Bancos: +1,4%
Seguradoras: +0,7%
Kathleen Brooks, da XTB, resumiu bem:
"Há uma crescente sensação de que os temores de que a IA elimine grandes parcelas de empregos e indústrias globais são exagerados."
Traduzindo: mercado vendeu demais no susto. Agora tá comprando de volta.
Quem subiu e quem caiu
Alta:
Bancos europeus: +1,4% — recuperação do pânico da semana passada
Seguradoras: +0,7%
Orsted: +4,5% — corretora Kepler elevou recomendação pra "comprar"
Queda:
Luxo: -1,9% — demanda da China ainda preocupa
Tecnologia: -1% — medo de IA ainda respinga
Dassault Systèmes: -10,4% — metas pra 2029 assustaram investidores
Materiais básicos: -0,6% — realização após alta forte
Temporada de balanços surpreendendo
60% das empresas europeias superaram expectativas — vs 54% num trimestre típico.
Lucros devem cair 1,1% no trimestre, bem melhor que a queda de ~4% prevista no início do mês.
Na fila pra essa semana: Orange, Zealand Pharma, Airbus e BE Semiconductor.
Economia real: produção industrial decepcionou
Produção industrial da zona do euro cresceu 1,2% em dezembro (vs mesmo período do ano anterior) — abaixo dos 2,5% de novembro.
Investidores aguardam efeitos do estímulo fiscal europeu chegarem na indústria. Ainda não chegaram.
💡 Bottom line: Europa subiu levemente com bancos se recuperando do pânico de IA da semana passada (+1,4%), mas tech e luxo ainda sangraram. Temporada de balanços surpreende positivamente (60% batendo expectativas vs 54% histórico) e ajudou Stoxx a bater recorde na semana passada. Medo de IA tá em "modo suspenso" por enquanto — mercado começa a achar que o pânico foi exagerado. Produção industrial europeia decepcionou (+1,2% vs +2,5% esperado), mostrando que estímulo fiscal ainda não chegou na economia real. Semana movimentada de balanços à frente.
📊Veja outras que também são importantes
Zippi capta R$ 220 milhões com japoneses entrando
STARTUPS

Foto: Startups
fintech que empresta pro dono da padaria tá virando coisa séria…
A Zippi, fintech brasileira que empresta grana pra micro e pequenos empreendedores, fechou captação de R$ 220 milhões no terceiro FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios).
O destaque: atraiu a japonesa Credit Saison, junto com pesos-pesados locais:
Itaú Asset
Tesouraria do Itaú BBA
Bradesco BBI
Valora Investimentos
Histórico de captações:
2024: R$ 66 milhões
2025: R$ 80 milhões
2026: R$ 220 milhões — maior que todas as anteriores somadas
Meta: R$ 350 milhões sob gestão até fim de 2026
A Zippi planeja alcançar R$ 350 milhões sob gestão no FIDC até dezembro, aumentando agressivamente capacidade de concessão de crédito.
Foco: mercado exclusivamente brasileiro, atendendo 21 milhões de micro e pequenos negócios.
Crescimento de +100% em 2025
Segundo os fundadores, a fintech mais que dobrou de tamanho em 2025:
+100% em receita
+100% em carteira
+100% em volume transacionado
Meta pra 2026: movimentar cerca de R$ 10 bilhões em transações.
O que é FIDC e por que isso importa?
FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios):
Investidores (fundos, asset managers) compram os direitos de receber os pagamentos dos empréstimos que a Zippi fez.
Vantagem pra Zippi:
Consegue capital pra emprestar sem precisar usar balanço próprio. É tipo vender "futuro recebível" pra ter caixa agora.
Vantagem pros investidores:
Recebem juros dos empréstimos. Se Zippi tiver boa taxa de inadimplência, é investimento rentável.
Credit Saison entrando:
Japonesa especializada em crédito entrando no Brasil sinaliza confiança na operação e potencial de escala.
Por que mercado de micro e pequenos negócios?
21 milhões de empreendedores no Brasil:
Donos de padaria, salão de beleza, oficina, lojinha — gente que precisa de capital de giro mas não consegue crédito fácil em banco tradicional.
Zippi preenche lacuna:
Oferece crédito rápido, desburocratizado, digital — tipo Nubank, mas pra PJ pequeno.
Problema: inadimplência é alta nesse público. Zippi precisa ter modelo de risco afiado pra não quebrar.
💡 Bottom line: Zippi captou R$ 220 milhões no terceiro FIDC, maior captação da história da fintech, atraindo japonesa Credit Saison junto com Itaú, Bradesco e Valora. A empresa mais que dobrou em 2025 (+100% receita/carteira) e planeja movimentar R$ 10 bilhões em 2026, alcançando R$ 350 milhões sob gestão até dezembro. Foco é crédito de capital de giro pros 21 milhões de micro e pequenos negócios brasileiros — mercado gigante mas arriscado. Entrada de player japonês + fundos top-tier sinaliza confiança na operação, mas sucesso depende de manter inadimplência controlada enquanto escala agressivamente.
Carne bovina brasileira começa 2026 em alta
ECONOMIA

O que tá rolando
As exportações de carne bovina brasileira começaram 2026 no mesmo ritmo forte de 2025, segundo a Abrafrigo. China continua sendo o principal destino, mas a diversificação tá avançando — EUA, Chile e Emirados se destacaram em janeiro.
Placar do mês:
99 países ampliaram compras
40 países reduziram
Resultado: demanda internacional aquecida
China: gigante com limite no horizonte
China segue dominando:
43,1% do volume total
45,9% da receita
US$ 650,3 milhões (+45%)
119,96 mil toneladas compradas
Porém, tem um "mas":
China estabeleceu cota anual de 1,1 milhão de toneladas pra 2026, com tarifa adicional de 55% pra volumes excedentes.
Traduzindo: Brasil pode crescer até certo ponto com China, depois a conta fica cara. Daí a importância de diversificar.
EUA: crescimento explosivo
Estados Unidos foram a grande surpresa do mês:
+92,7% em receita de carne in natura → US$ 161,6 milhões
+63% em volume → 26,96 mil toneladas
Total incluindo subprodutos: US$ 193,7 milhões (+39,4%)
Motivo: recuperação do mercado americano de carne bovina, que passou por período de rebanho baixo internamente.
UE compra menos carne, mas mais industrializados
União Europeia deu uma recuada na carne in natura:
-5,9% em receita
-11,7% em volume
Mas compensou com industrializados e sebo bovino, fechando em US$ 84,9 milhões (+26,4% no total).
Os destaques da diversificação
Chile (3º lugar):
~10 mil toneladas (+22,9%)
US$ 57,5 milhões (+27,5%)
Emirados Árabes Unidos — campeão de crescimento:
+171,9% em receita → US$ 38,8 milhões
+142% em volume → 7,4 mil toneladas
Emirados não estão no pódio em volume, mas foram o mercado que mais cresceu percentualmente. Mercado halal em expansão = oportunidade enorme pra frigoríficos brasileiros certificados.
💡 Bottom line: Carne bovina brasileira começa 2026 forte, com 99 países comprando mais. China segue dominando (45,9% da receita, +45%), mas cota de 1,1 milhão de toneladas com tarifa de 55% pra excedentes vai limitar crescimento lá. A boa notícia é a diversificação: EUA explodiu (+92,7%), Emirados cresceram 172% e Chile avança consistente. Brasil tá conseguindo o que sempre precisou no agro — não depender de um único comprador. Se o acordo Mercosul-UE sair, o canal europeu (que recuou em carne in natura) pode abrir ainda mais.
Como fechou os mercados em 18/02/2026
🇧🇷Ibovespa: 189.699,16 pts
💸Dólar: R$5,20
📉S&P500: 6941,50 pts
🇪🇺Euro: R$6,18
₿Bitcoin: R$365.3K
💲Etherium: R$11.4K
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Até quinta
Nas sextas e nas quintas pra você, as 6:07. Alguns servidores de e-mails são pirracentos as vezes e acabam por não notificar ou até pior, mandam para a caixa de spam, dê uma olhada nesses lugares.