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TCU vai investigar o próprio...BC?

buenos dias manada

Frase do dia🗣️:

“Todo dia é um investimento.

Alguns rendem juros, outros ensinam o

preço do risco.”

Money Docs, Edição número 122 de quinta-feira, 12/02/2026

TCU tranca acesso do BC ao próprio processo que investiga... o BC

ECONOMIA

Foto: Reprodução

O que tá rolando

O TCU (Tribunal de Contas da União) retirou o acesso do Banco Central ao processo que investiga a atuação do próprio BC durante a liquidação do Banco Master.

Como era antes:
Processo sigiloso, mas BC podia acessar os documentos.

Como é agora:
Sigilo turbinado — BC só acessa com autorização expressa do ministro-relator Jhonatan de Jesus.

Mudança entrou em vigor: fim de semana passado
Expectativa: TCU deve apresentar relatório final da inspeção nesta sexta (12)

Justificativa oficial do TCU: evitar vazamentos

O TCU diz que a mudança foi de "sigiloso" pra "sigiloso com exigência de autorização específica de leitura".

Motivo alegado:
Evitar vazamentos, inclusive de informações que o próprio BC classificou como sigilosas.

O tribunal afirma que:

  • A medida foi solicitada pela Secretaria-Geral de Controle Externo

  • Não é inédita — já foi aplicada em outros processos

  • Foi deferida pelo relator com ciência do BC

  • BC terá acesso "sempre que necessário"

Traduzindo: "Confiamos em vocês, mas não tanto assim."

O que tá sendo investigado?

A atuação do BC durante a liquidação do Banco Master, o banco no centro da Operação Compliance Zero que:

  • Emitiu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes só pro BRB

  • Foi preso o dono Daniel Vorcaro

  • Gerou bloqueio de R$ 5,7 bilhões em ativos

Perguntas que o TCU quer responder:

  • BC demorou pra agir?

  • Tinha sinais de fraude que foram ignorados?

  • Fiscalização foi falha?

  • Houve negligência ou conivência?

Por que tirar acesso do BC é estranho

Normalmente:
Órgão investigado tem acesso ao processo pra poder se defender, apresentar documentos, contestar acusações.

Agora:
BC precisa pedir autorização específica pro ministro-relator toda vez que quiser ver alguma coisa.

Analogia: É tipo você estar sendo julgado no trabalho mas não poder ver as acusações contra você a não ser que o juiz deixe.

Possíveis razões (além da oficial):

  • TCU desconfia de vazamentos vindos do BC — alguém lá dentro pode estar passando info pra fora

  • Evidências comprometedoras — documentos no processo podem ser devastadores pro BC

  • Pressão política — governo pode ter interesse em "blindar" investigação de interferência

Timing suspeito: relatório sai sexta

A mudança veio dias antes do relatório final, previsto pra sexta (12).

Hipóteses:

  • TCU não quer que BC veja conclusões antes e tente se antecipar

  • Relatório deve ser pesado e TCU quer evitar que BC "prepare terreno" com mídia

  • Vazamentos recentes podem ter irritado ministro-relator

💡 Bottom line: TCU cortou acesso do BC ao processo que investiga a atuação do próprio BC na liquidação do Banco Master, alegando risco de vazamentos. Agora BC só entra com autorização específica do ministro-relator. A mudança veio dias antes do relatório final (sexta-feira), sugerindo que as conclusões podem ser duras. É estranho porque órgão investigado normalmente tem acesso amplo pra se defender — cortar isso sinaliza ou desconfiança de vazamento interno ou evidências muito comprometedoras. Oficialmente, TCU diz que BC terá acesso "quando necessário", mas na prática é como tirar alguém da reunião que discute o próprio desempenho. Sexta-feira promete ser interessante.

Havan patrocina Copa na Globo por R$ 235 milhões

NEGÓCIOS

Foto: Reprodução

O que tá rolando

A Havan fechou acordo pra patrocinar a transmissão da Copa do Mundo de 2026 na Globo, segundo a Folha de S.Paulo. É a primeira vez que a varejista patrocina diretamente um produto da emissora.

Valor da cota: cerca de R$ 235 milhões

Formato: "cota de apoio" — marca aparece em ações de conteúdo e intervalos comerciais dos jogos.

Contexto importante: Até agora, Havan concentrava investimento publicitário em concorrentes da Globo (Record, SBT, Band). Já tinha começado a aparecer mais nos intervalos da Globo, mas nunca tinha patrocinado produto específico.

Globo projeta faturar até R$ 2 bilhões

A emissora já arrecadou cerca de R$ 1 bilhão com cotas vendidas e trabalha pra chegar a R$ 2 bilhões somando:

  • TV aberta

  • SporTV

  • Plataformas digitais

Copa do Mundo é Super Bowl brasileiro: Audiência massiva, alcance nacional, evento que para o país. Quem tá na Copa, tá no mapa.

Por que isso é relevante?

Havan historicamente evitava Globo:
Luciano Hang (dono da Havan) é declaradamente alinhado com Bolsonaro e crítico da Globo. Concentrava verba em emissoras concorrentes como estratégia política/ideológica.

Mudança de postura:
Investir R$ 235 milhões na Globo sinaliza que pragmatismo comercial venceu ideologia. Copa do Mundo tem audiência que nenhuma outra emissora oferece.

Traduzindo: É tipo fazer as pazes com o inimigo porque a festa dele é a melhor da cidade — não adianta ficar de birra se todo mundo vai estar lá.

Cotas de R$ 235 milhões: quem mais comprou?

A Folha não detalhou outros anunciantes, mas historicamente cotas de Copa incluem:

  • Ambev (cerveja)

  • Itaú, Bradesco (bancos)

  • Coca-Cola, Pepsi

  • Automóveis (Fiat, Chevrolet)

  • Varejo (Casas Bahia, Magazine Luiza)

Havan entrando nesse grupo mostra que a varejista quer brincar na primeira divisão do marketing brasileiro.

💡 Bottom line: Havan pagou R$ 235 milhões pra patrocinar Copa 2026 na Globo, primeira vez que investe diretamente em produto da emissora. É virada pragmática — Luciano Hang sempre evitou Globo por questões ideológicas, mas Copa tem audiência que nenhuma concorrente oferece. Globo projeta faturar até R$ 2 bilhões com transmissões (TV aberta + SporTV + digital). No fim, é pragmatismo comercial vencendo ideologia: não adianta boicotar a Globo se é lá que todo Brasil vai estar assistindo os jogos. Festa é festa, inimigo ou não.

Dona do TikTok desenvolve chip próprio de IA em parceria com a Samsung

CRYPTOS

Foto: Reprodução

O que tá rolando

A ByteDance (dona do TikTok) tá desenvolvendo chip próprio de IA e negocia com Samsung pra fabricar o componente, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

Timeline:

  • Amostras até fim de março

  • 100 mil unidades ainda em 2026

  • Meta: escalar gradualmente até 350 mil unidades

Tipo de chip: projetado pra tarefas de inferência de IA (processar modelos já treinados, não treinar do zero).

Codinome do projeto: SeedChip

Contexto: ByteDance busca chip próprio pra reduzir dependência da Nvidia e garantir fornecimento de processadores avançados — especialmente com controles de exportação dos EUA dificultando acesso a chips de ponta.

Por que negociar com Samsung?

Dois motivos estratégicos:

  • Fabricação do chip — Samsung tem fabs (fábricas) avançadas

  • Acesso a chips de memória — item em forte escassez por causa da corrida global de IA

Traduzindo: ByteDance não quer só fabricar o chip, quer garantir memória suficiente pra fazer os servidores de IA funcionarem. Samsung oferece pacote completo.

ByteDance tá atrasada na corrida dos chips

Rivais chineses já lançaram:

  • Alibaba: chip Zhenwu pra IA em larga escala

  • Baidu: vende chips pra clientes externos e vai listar unidade de semicondutores Kunlunxin em breve

Gigantes globais também:

  • Google, Amazon, Microsoft — todos têm chips próprios pra reduzir dependência da Nvidia

ByteDance já tentava desde 2022 (contratando engenheiros de semicondutores) e até trabalhou com Broadcom em 2024 num processador que seria fabricado pela TSMC. Mas até agora, nada lançado.

Investimento brutal: US$ 22 bilhões em IA

ByteDance planeja gastar mais de 160 bilhões de iuanes (US$ 22 bilhões) em IA neste ano:

  • Mais da metade: comprar chips Nvidia (incluindo H200)

  • Restante: desenvolver chip interno (SeedChip)

Em reunião interna (janeiro): Executivo Zhao Qi (responsável pelo chatbot Doubao/Dola) admitiu que modelos da ByteDance ainda estão atrás da OpenAI, mas prometeu continuar investindo pesado ao longo de 2026.

Por que isso importa?

Controles de exportação dos EUA:
China tem acesso limitado a chips avançados (Nvidia H100, H200). Desenvolver chip próprio é questão de sobrevivência pra empresas chinesas de IA.

Nvidia domina demais:
Chips da Nvidia são caros e tem fila de espera. Ter chip próprio = custos menores + controle de fornecimento.

IA é aposta bilionária da ByteDance:
A empresa criou unidade Seed em 2023 pra desenvolver modelos de IA que vão transformar TikTok, e-commerce e nuvem corporativa.

💡 Bottom line: ByteDance negocia com Samsung pra fabricar chip próprio de IA (SeedChip), com meta de 100 mil unidades em 2026 escalando até 350 mil. A empresa tá investindo US$ 22 bilhões em IA neste ano (metade em chips Nvidia, metade em desenvolvimento interno), correndo atrás de rivais como Alibaba e Baidu que já lançaram chips próprios. Motivação é dupla: reduzir dependência da Nvidia (cara e escassa) e driblar controles de exportação dos EUA que limitam acesso chinês a chips avançados.

📊Veja outras que também são importantes

Zippi capta R$ 220 milhões com japoneses entrando

STARTUPS

Foto: Startups

fintech que empresta pro dono da padaria tá virando coisa séria…

A Zippi, fintech brasileira que empresta grana pra micro e pequenos empreendedores, fechou captação de R$ 220 milhões no terceiro FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios).

O destaque: atraiu a japonesa Credit Saison, junto com pesos-pesados locais:

  • Itaú Asset

  • Tesouraria do Itaú BBA

  • Bradesco BBI

  • Valora Investimentos

Histórico de captações:

  • 2024: R$ 66 milhões

  • 2025: R$ 80 milhões

  • 2026: R$ 220 milhões — maior que todas as anteriores somadas

Meta: R$ 350 milhões sob gestão até fim de 2026

A Zippi planeja alcançar R$ 350 milhões sob gestão no FIDC até dezembro, aumentando agressivamente capacidade de concessão de crédito.

Foco: mercado exclusivamente brasileiro, atendendo 21 milhões de micro e pequenos negócios.

Crescimento de +100% em 2025

Segundo os fundadores, a fintech mais que dobrou de tamanho em 2025:

  • +100% em receita

  • +100% em carteira

  • +100% em volume transacionado

Meta pra 2026: movimentar cerca de R$ 10 bilhões em transações.

O que é FIDC e por que isso importa?

FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios):
Investidores (fundos, asset managers) compram os direitos de receber os pagamentos dos empréstimos que a Zippi fez.

Vantagem pra Zippi:
Consegue capital pra emprestar sem precisar usar balanço próprio. É tipo vender "futuro recebível" pra ter caixa agora.

Vantagem pros investidores:
Recebem juros dos empréstimos. Se Zippi tiver boa taxa de inadimplência, é investimento rentável.

Credit Saison entrando:
Japonesa especializada em crédito entrando no Brasil sinaliza confiança na operação e potencial de escala.

Por que mercado de micro e pequenos negócios?

21 milhões de empreendedores no Brasil:
Donos de padaria, salão de beleza, oficina, lojinha — gente que precisa de capital de giro mas não consegue crédito fácil em banco tradicional.

Zippi preenche lacuna:
Oferece crédito rápido, desburocratizado, digital — tipo Nubank, mas pra PJ pequeno.

Problema: inadimplência é alta nesse público. Zippi precisa ter modelo de risco afiado pra não quebrar.

💡 Bottom line: Zippi captou R$ 220 milhões no terceiro FIDC, maior captação da história da fintech, atraindo japonesa Credit Saison junto com Itaú, Bradesco e Valora. A empresa mais que dobrou em 2025 (+100% receita/carteira) e planeja movimentar R$ 10 bilhões em 2026, alcançando R$ 350 milhões sob gestão até dezembro. Foco é crédito de capital de giro pros 21 milhões de micro e pequenos negócios brasileiros — mercado gigante mas arriscado. Entrada de player japonês + fundos top-tier sinaliza confiança na operação, mas sucesso depende de manter inadimplência controlada enquanto escala agressivamente.

Ibovespa bate recorde histórico e flerta com 190 mil

CRYPTOS

Imagem: Reprodução

Enquanto Wall Street patina, Brasil resolve acelerar sozinho

O que tá rolando

O Ibovespa ignorou Wall Street, acelerou forte e fechou esta quarta (11) no maior nível da história: 189.699,12 pontos (+2,03%). Durante o dia, passou dos 190 mil pontos pela primeira vez — recorde intradiário.

No câmbio, mesma vibe:
Dólar caiu 0,18%, fechando a R$ 5,1876 — menor valor desde 28 de maio de 2024.

Resumo: bolsa forte, dólar fraco, investidor brasileiro feliz. Pelo menos hoje.

Galípolo no centro do jogo

O mercado reagiu às falas do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que reforçou tom cauteloso: prefere esperar mais dados antes de cortar juros.

"Antevíamos, em se confirmando o cenário, essa calibragem da política monetária a partir de março, justamente para que a gente consiga reunir mais confiança para iniciar este ciclo."

Traduzindo: BC vai esperar 45 dias pra ter certeza antes de cortar.

Mas: mercado segue apostando em corte de 50 pontos-base em março. Cautela no discurso, afrouxamento na expectativa.

Política no radar, mas sem pesar

Pesquisa Genial/Quaest mostrou Lula liderando cenários de 1º e 2º turno pra 2026:

  • Lula: 35% a 39%

  • Flávio Bolsonaro: 29% a 33%

  • Vantagem: 4 a 8 pontos

Primeira pesquisa sem Tarcísio de Freitas como possível candidato. Mercado observou, mas não azedou. Foco seguiu em juros e balanços.

Estrangeiro compra, Ibovespa sobe

Quando gringo compra, índice anda. E hoje eles compraram.

Destaques:

🔵 TIM (TIMS3): +8%, a R$ 28,07 — balanço 4T bem recebido
🟢 Petrobras (PETR4): +1,95%, a R$ 38,08 — petróleo subiu (Brent a US$ 69,40)
Vale (VALE3): +3,49%, a R$ 90,09 — mesmo com minério caindo na China

Lembrete: bancos, Petrobras e Vale = ~50% do Ibovespa. Quando esses três andam juntos, índice sorri.

Suzano rouba a cena

SUZB3: disparou 13,32%, fechando a R$ 57,93.

Motivo: balanço 4T mostrou lucro de R$ 116 milhões, revertendo prejuízo de R$ 6,7 bilhões do ano anterior.

Ebitda ajustado: R$ 5,6 bilhões — 11% acima das estimativas (XP).

Suzano manteve redução de 3,5% na produção em 2026 — estratégia focada em retorno, não volume. XP diz: ações seguem descontadas.

Totvs sente peso do setor tech

TOTS3: caiu 2,36%, a R$ 38,41.

Acompanhou mau humor global com software — receio sobre impactos da IA voltou a rondar Wall Street.

Itaú BBA: queda é mais sobre fluxo e sentimento que fundamentos. Números da empresa não mudaram.

Lá fora, clima foi outro

Wall Street sem direção após Payroll mostrar 130 mil vagas em janeiro (acima do esperado):

  • Dow Jones: -0,13%

  • S&P 500: 0,00%

  • Nasdaq: -0,16%

Europa: Stoxx 600 +0,10%
Ásia: alta, Hang Seng +0,31%

💡 Bottom line: Enquanto Wall Street patinou, Brasil acelerou sozinho. Ibovespa bateu recorde histórico (189.699 pontos) com dólar no menor nível desde maio/2024 (R$ 5,18). Galípolo sinalizou cautela mas mercado aposta em corte de 50pb em março. Suzano roubou cena (+13,32%) revertendo prejuízo bilionário. Estrangeiro comprou, pesos-pesados subiram (Petrobras, Vale), e política (Lula liderando em 2026) não azedou clima. Totvs caiu por medo global de IA em tech, mas fundamentos intactos. Resumo: hoje deu certo.

Como fechou os mercados em 09/02/2026

🇧🇷Ibovespa: 189.699,16 pts

💸Dólar: R$5,20

📉S&P500: 6941,50 pts

🇪🇺Euro: R$6,18

Bitcoin: R$365.3K

💲Etherium: R$11.4K

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