prevision of PIB

buenos dias manada

Frase do dia🗣️: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original.”

Money Docs, Edição número 130 de quinta-feira, 10/02/2026

Fim do 6x1 pode derrubar PIB em 3,7% no 1º ano e demitir 1,5 milhão

ECONOMIA

O que tá rolando

Estudo da Tendências Consultoria (encomendado pela Fiep - Federação das Indústrias do Paraná) projeta que fim da escala 6x1 pode causar:

  • Queda de 3,7% do PIB no primeiro ano

  • Queda de 4,9% do PIB em 5 anos

  • Risco de demissão ou informalidade pra cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais

Levantamento foi apresentado terça (10) em Brasília no seminário "Modernização da jornada de trabalho", promovido pela Coalizão das Frentes Parlamentares do Setor Produtivo.

Mesmo com ganho de produtividade, PIB cai

Cenário otimista testado: mesmo que medida resulte em ganho de produtividade de 2% (considerado pouco crível diante da baixa produtividade estrutural do Brasil, estagnada nos últimos 30 anos), o recuo na atividade econômica é inevitável.

Não gera empregos — pelo contrário

Segundo consultoria, não há qualquer garantia de geração de empregos (um dos argumentos de quem defende mudança).

Pelo contrário: levantamento indica risco de demissão ou informalidade pra 1,5 milhão de trabalhadores formais.

Outros riscos:

  • Fechamento de postos de trabalho

  • Redução de horas contratadas e de produção

  • Substituição por trabalhadores com menores salários

  • Salário mensal constante (trabalhar menos horas pelo mesmo salário = menor renda por hora)

  • Aumento da dupla ocupação (trabalhador precisa de 2 empregos pra compensar)

Impacto fiscal também

Estudo focou só no setor privado, mas alertou: cofres públicos também serão afetados.

Motivo: estados e municípios operam com diversos prestadores de serviço terceirizados (limpeza, segurança patrimonial) — redução de jornada afeta administrações públicas.

Indústria brasileira tem realidades muito distintas

Fiep: indústria brasileira reúne realidades muito distintas:

  • Setores com alta margem e forte automação

  • Setores intensivos em mão de obra, com baixa margem e elevada concorrência internacional

Problema: alteração uniforme (tipo fim do 6x1 pra todos) sem considerar diferenças gera:

  • Aumento de custos

  • Perda de competitividade

  • Redução de investimentos

  • Impacto direto sobre empregos

Fiep em nota:
"O risco é transformar uma promessa em fator de instabilidade para empresas, trabalhadores e para o próprio país."

Solução: produtividade primeiro

Fiep: antes de discutir redução de jornada, país precisa debater e adotar políticas concretas voltadas pra aumento da produtividade.

Contexto: Brasil registra ganhos de produtividade praticamente nulos nos últimos 10 anos — indicadores significativamente inferiores aos das economias avançadas ou mesmo países em desenvolvimento.

Como aumentar produtividade:

  • Modernização tecnológica

  • Qualificação contínua

  • Políticas industriais focadas

  • Ambiente de negócios eficiente

  • Crédito acessível

  • Estabilidade regulatória

  • Menor complexidade tributária

Diagnóstico similar a outros estudos

Tendências/Fiep não é o único estudo pessimista:

  • FGV/Ibre

  • Ibevar-FIA

Todos chegam a conclusões similares sobre riscos do fim do 6x1.

💡 Bottom line: Estudo Fiep/Tendências projeta que fim do 6x1 derruba PIB em 3,7% no 1º ano e 4,9% em 5 anos, com risco de demissão ou informalidade pra 1,5 milhão de trabalhadores formais. Mesmo com ganho de produtividade de 2% (improvável), recuo econômico é inevitável. Não há garantia de geração de empregos — pelo contrário. Indústria brasileira tem realidades distintas (alta automação vs intensiva em mão de obra) e mudança uniforme gera perda de competitividade. Cofres públicos também serão afetados (terceirizados em limpeza/segurança). Fiep defende: antes de reduzir jornada, Brasil precisa aumentar produtividade (estagnada há 30 anos) via modernização, qualificação, crédito, estabilidade regulatória. É mais um estudo técnico alertando contra implementação sem planejamento — mas debate segue politizado em ano eleitoral.

Brasil tem 2º maior juro real do mundo (9,51%) após Copom cortar Selic pra 14,75%

ECONOMIA

O que tá rolando

O juro real do Brasil chegou a 9,51% nesta quarta (18), após Copom reduzir Selic pra 14,75%.

Brasil segue com 2º maior juro real do mundo pela 8ª vez seguida, segundo levantamento MoneYou e Lev Intelligence (economista-chefe Jason Vieira). Ranking considera 40 maiores economias.

Cenários possíveis

Se Copom cortasse 0,5 p.p.:
Brasil teria 4º maior juro real (8,75%)

Se mantivesse Selic em 15%:
Brasil continuaria em 2ª posição, mas juro real seria 9,83%

Projeção de Vieira antes da reunião

Probabilidades:

  • 40% de corte de 0,25 p.p. (foi isso que aconteceu)

  • 35% de corte de 0,5 p.p.

  • 25% de manutenção

Análise considerou: incertezas inflacionárias agravadas pelo conflito no Oriente Médio.

O que é juro real

Cálculo: combinação de inflação projetada pros próximos 12 meses + taxa DI a mercado com vencimento em março de 2027.

Evolução recente:

  • Janeiro: 9,23%

  • Dezembro: 9,44%

  • Novembro: 9,74%

Turquia lidera ranking

1º lugar: Turquia com 10,38% (recuperou liderança)

2º lugar: Brasil com 9,51%

3º lugar (empate): Rússia e Argentina com 9,41% cada

4º lugar: México com 5,39%

5º lugar: África do Sul com 5,22%

Observação: Na última reunião do Copom (janeiro), Rússia liderava.

💡 Bottom line: Brasil segue com 2º maior juro real do mundo (9,51%) após Copom cortar Selic pra 14,75%, perdendo só pra Turquia (10,38%). É 8ª vez consecutiva no pódio negativo. Rússia e Argentina empatam em 3º (9,41%). Se tivesse cortado 0,5 p.p., Brasil cairia pra 4º lugar. Juro real combina inflação projetada + DI futuro — mostra custo real do dinheiro descontando inflação. Brasil continua no top por combinação de Selic alta + inflação controlada = spread enorme. É atrativo pra capital estrangeiro mas sufoca crédito e investimento produtivo.

Petróleo ultrapassa US$ 100 pela 1ª vez em 4 anos

NEGÓCIOS

O que tá rolando

Os preços do petróleo ultrapassaram US$ 100 nesta segunda (9) pela primeira vez em quase 4 anos, com guerra no Oriente Médio intensificando pressões na oferta.

Fechamento:

  • WTI (abril): +4,26%, a US$ 94,77/barril

  • Brent (maio): +6,76%, a US$ 98,96/barril

Picos intradiários (maior salto de todos os tempos em 1 dia):

  • WTI: chegou a US$ 119,48 (+31,4%)

  • Brent: chegou a US$ 119,50 (+29%)

Motivo dos picos: países árabes do Golfo reduziram produção devido ao fechamento do Estreito de Ormuz por ameaças iranianas.

Última vez acima de US$ 100: março-julho de 2022 (após ataque da Rússia à Ucrânia).

O que tá acontecendo

Dois motivos principais:

1. Fechamento quase total do Estreito de Ormuz

  • 20% do petróleo mundial transita por lá via navios-tanque

  • Irã ameaçou atacar qualquer navio que transite pelo Estreito

  • Resultado: paralisação de coletas e entregas de petróleo na região

2. Desaceleração da produção no Oriente Médio

Países árabes do Golfo cortaram produção por precaução.

Interrupção de 20% — dobro da Crise de Suez

Interrupção estimada: 20% do fornecimento global

Comparação histórica: aproximadamente o dobro do recorde da Crise de Suez (1956-1957), segundo Rapidan Energy Group.

G7 estuda medidas de estabilização

Preços desaceleraram ao longo do dia após relatos de que ministros de Energia do G7 estudam medidas pra estabilizar mercado energético.

Possíveis medidas:

  • Liberar reservas estratégicas

  • Coordenar resposta internacional

  • Pressão diplomática pra reabrir Estreito de Ormuz

💡 Bottom line: Petróleo ultrapassou US$ 100 pela 1ª vez em 4 anos (desde invasão da Ucrânia) com guerra EUA-Israel vs Irã fechando Estreito de Ormuz — via que transporta 20% do petróleo global. WTI chegou a US$ 119,48 (+31,4%) e Brent a US$ 119,50 (+29%) no maior salto diário da história, depois recuou com notícia de que G7 estuda medidas. Interrupção de 20% da oferta é dobro da Crise de Suez (1956) — sem precedentes modernos. Irã ameaça atacar navios, países do Golfo cortam produção. Se não reabrir logo, inflação global dispara, BC cancelam cortes de juros, recessão vira risco real. É choque de oferta de proporções históricas.

Governador do Ceará: data centers podem consumir quase toda energia do estado

NEGÓCIOS

O que tá rolando

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, alertou nesta segunda (9) que projetos de data centers em desenvolvimento no estado podem exigir ampliação significativa da infraestrutura energética.

Declaração na abertura da Feira da Indústria (Fiec):
"Os data centers são um serviço que será exportado, mas também têm impacto direto na indústria, porque exigem aumento da oferta de energia."

A matemática assustadora

Consumo de 1 data center: cerca de 1 gigawatt (GW)

Consumo de todo o Ceará hoje: aproximadamente 1,5 GW

Traduzindo: Apenas 1 empreendimento pode demandar ~67% da energia de todo o estado.

Elmano:
"Um dos data centers aqui no Ceará pode consumir cerca de 1 gigawatt de energia. Hoje, todo o Ceará consome aproximadamente 1,5 gigawatt. Ou seja, apenas um empreendimento pode demandar uma parcela significativa da energia do estado."

A ironia: Brasil tem excesso de energia

Contexto nacional: Brasil vive excesso de oferta de energia

ONS (Operador Nacional do Sistema): tem sido obrigado a cortar geração de parques eólicos e solares do Nordeste pra garantir estabilidade do sistema.

Ou seja: energia tem, mas precisa de infraestrutura de transmissão e distribuição pra levar até os data centers.

Oportunidade vs desafio

Oportunidade econômica: data centers geram empregos qualificados, atraem investimento, posicionam Ceará como hub tech

Desafio estrutural: sistema elétrico atual não aguenta — precisa de novos investimentos em geração e infraestrutura

💡 Bottom line: Governador do Ceará alerta que data centers podem consumir quase toda energia do estado — 1 empreendimento = ~1 GW, estado inteiro = 1,5 GW. É oportunidade econômica (exportar serviço, atrair investimento) mas cria desafio brutal pra sistema elétrico. A ironia: Brasil tem excesso de energia (ONS corta geração de eólica/solar no Nordeste), mas falta infraestrutura de transmissão/distribuição pra levar até data centers. Precisa de investimento pesado em rede elétrica — senão, projeto trilionário de IA vira apagão regional.

📊Veja outras que também são importantes

Trump comprou +US$ 1,1 mi em títulos da Netflix — enquanto criticava a empresa publicamente e pressionava por fusão rival

NEGÓCIOS

O que tá rolando

Donald Trump comprou mais de US$ 1,1 milhão em títulos da Netflix nos últimos 3 meses, enquanto a gigante do streaming brigava com Paramount Skydance pra comprar a Warner Bros Discovery.

Transações:

  • 12 e 16 de dezembro: +US$ 500 mil

  • 2 e 20 de janeiro: +US$ 600 mil

Faixa total: entre US$ 1,1 milhão e US$ 2,25 milhões (Casa Branca informa faixa, não valor exato)

O timing suspeito

As compras ocorreram enquanto Trump e funcionários criticavam Netflix na imprensa:

  • Questionando se acordo resistiria ao escrutínio antitruste

  • Pressionando Netflix a demitir Susan Rice (ex-assessora de Obama) do conselho

Trump também comprou Warner Bros

Entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão em títulos da Warner Bros em 12 e 16 de dezembro.

Preços na época: 91,75 e 92 centavos
Preço agora: 95 centavos

Se manteve:"no lucro" (in the money)

Conflito de interesse? Casa Branca diz que não

Anna Kelly, porta-voz:
"Os bens do presidente Trump estão em um fundo administrado por seus filhos. Não há conflitos de interesse."

Contexto legal: Presidentes dos EUA são isentos das leis de conflito de interesse que proíbem outros funcionários do Executivo de investir em empresas com negócios com governo.

Acredita-se que Trump comprou via fundo fiduciário administrado pelos filhos.

A guerra de lances

5 de dezembro: Netflix anuncia fusão com Warner

Dias depois: Trump questiona publicamente a viabilidade — "concentração de poder de mercado poderia ser um problema"

8 de dezembro: Paramount (dirigida pelo filho de Larry Ellison, aliado de Trump e megadoador republicano) faz oferta hostil

Guerra de lances: Netflix vs Paramount

Resultado: Netflix desistiu após Paramount oferecer US$ 110 bilhões há ~2 semanas

Transação Paramount-Warner: financiada por US$ 39 bilhões em dívidas (Bank of America, Citigroup, Apollo)

Os títulos da Netflix

Taxa de juros: 5,375%
Vencimento: novembro de 2029

Preços quando Trump comprou:

  • 12 e 16 de dezembro: US$ 1,03 e US$ 1,04

  • 2 e 20 de janeiro: US$ 1,04 e US$ 1,03

Não se sabe: se Trump vendeu ou ainda tem os papéis.

O negócio deixaria empresa combinada com US$ 85 bi em dívidas

A fusão Netflix-Warner teria deixado empresa combinada com cerca de US$ 85 bilhões em dívidas — o que pressionou imediatamente os títulos.

💡 Bottom line: Trump comprou +US$ 1,1 mi em títulos da Netflix enquanto criticava publicamente a empresa e pressionava fusão rival (Paramount, ligada a aliado Larry Ellison). Também comprou US$ 500 mil-1 mi em Warner Bros — se manteve, tá no lucro. Casa Branca diz que não há conflito (ativos em fundo dos filhos, presidente é isento da lei). Timing suspeito: comprou enquanto questionava antitruste da fusão Netflix-Warner, que acabou caindo — Paramount venceu com US$ 110 bi. Não se sabe se Trump vendeu ou manteve Netflix. É mais um capítulo de Trump misturando negócios pessoais com atuação presidencial — tecnicamente legal, mas eticamente questionável.

Bônus Money Docs: aprenda o que é juros compostos

ESPECIAIS

Juros compostos são o mecanismo que faz dinheiro crescer exponencialmente — é o famoso "juros sobre juros".

Diferença crucial:

  • Juros simples: rentabilidade incide só sobre valor inicial

  • Juros compostos: rendimentos acumulados geram novos rendimentos

Resultado: crescimento não-linear, mas acelerado. Curto prazo, diferença parece pequena. Longo prazo, vira decisiva.

As 3 variáveis que importam

Todo investimento com juros compostos depende de:

  1. Valor investido

  2. Taxa de juros

  3. Tempo de aplicação

O mais importante: tempo é a única variável que não pode ser compensada depois.

Quem começa cedo, mesmo com aportes menores, costuma ter resultados melhores que quem tenta "recuperar tempo perdido" com taxas altas ou aportes gigantes.

Como usar a seu favor

Três atitudes simples:

  • Investir com regularidade — mesmo valores pequenos

  • Manter recursos aplicados por mais tempo — não sacar

  • Reinvestir rendimentos — deixar capitalizar

Essa combinação é mais eficiente que buscar ganhos rápidos ou estratégias de curto prazo.

2026: planejamento importa mais que improviso

Após ciclo de juros altos, inflação pressionada e aversão a risco, investidor brasileiro entra 2026 mais atento a planejamento, previsibilidade e consistência.

Entender juros compostos é ponto central da estratégia de investimento — especialmente pra objetivos de longo prazo (aposentadoria, independência financeira).

Ferramenta prática: calculadora de juros compostos

A calculadora de juros compostos da Suno transforma conceito teórico em números concretos.

O que simula:

  • Quanto capital investido hoje vira ao longo dos anos

  • Impacto de começar agora vs adiar

  • Como aportes regulares influenciam crescimento

  • Quanto tempo pesa mais que taxa no resultado final

Ajuda a:

  • Alinhar expectativas

  • Evitar decisões impulsivas

  • Construir estratégias coerentes com objetivos de médio/longo prazo

E pra você que quer testar na prática, de uma maneira totalmente grátis, é só clicar aqui e usar a Calculadora de juros compostos do Money Docs

Como fechou os mercados em 18/02/2026

🇧🇷Ibovespa: 188.153,16 pts

💸Dólar: R$5,20

📉S&P500: 6941,50 pts

🇪🇺Euro: R$6,18

Bitcoin: R$365.3K

💲Etherium: R$11.4K

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