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Petróleo da Venezuela é a pauta

Petróleo mais cara ou mais barato?

Bom dia, no Money Docs de hoje você vai ver:

EUA abre portal para investir na Ucrânia

—EUA e o petróleo da Venezuela

—Adtivo de Itaipú

— Morgan Stanley e os ETFs de cripto

—Palpites do PIB para 2026

Money Docs, Edição número 114 de quinta-feira, 08/01/2026

EUA abre portal para investir na Ucrânia

INTERNACIONAL

A Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) lançou nesta quarta-feira (7/jan) um portal online para que empresas e investidores submetam projetos ao novo Fundo de Investimento para a Reconstrução EUA-Ucrânia (URIF). Os primeiros investimentos devem ser anunciados nos próximos meses.

Os números que você precisa saber:

  • Capital inicial do fundo: US$ 150 milhões

  • Recursos adicionais já captados: US$ 23 milhões (de leilões de hidrocarbonetos ucranianos)

  • Meta até o fim de 2026: US$ 200 milhões

  • Primeiros projetos: Autoridades ucranianas querem anunciar três ainda este ano

O que o fundo vai financiar:

A DFC deixou claro que está aberta a propostas em vários setores, mas com foco especial em áreas estratégicas:

  • Exploração e produção de minerais críticos (lítio, terras raras, grafite, etc.)

  • Geração e transmissão de energia

  • Extração de hidrocarbonetos (petróleo e gás)

  • Transporte e logística

  • Tecnologia da informação e comunicação

  • Tecnologias emergentes

O fundo afirmou que vai priorizar investimentos em ações e ativos similares nos primeiros anos — ou seja, não é só empréstimo, é participação direta nos negócios.

O acordo de mineração que mudou tudo:

Esse fundo nasceu de um acordo assinado em abril de 2025 entre EUA e Ucrânia, depois de meses de pressão do governo Trump. No acordo, Kiev concedeu aos americanos acesso preferencial a novos projetos de mineração ucranianos em troca de investimentos.

Traduzindo: a Ucrânia abriu as portas dos seus recursos naturais pros EUA, na esperança de garantir apoio contínuo de Washington (especialmente com Trump no comando, que vinha sinalizando cansaço com o conflito).

Segundo um alto funcionário americano que falou à Reuters, o acordo "melhorou drasticamente o diálogo entre EUA e Kiev" e dinamizou a relação entre os dois países.

EUA vai controlar petróleo e receita da Venezuela, diz Trump

ECONOMIA

Se você perdeu o capítulo mais recente da novela geopolítica, aqui vai o resumo.

O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (7/jan) um acordo inédito com o governo interino da Venezuela: os EUA vão vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, e o dinheiro dessa venda ficará em contas americanas.

Como funciona o acordo:

  • Os EUA vendem os 50 milhões de barris "a preço de mercado" (uns US$ 3-3,5 bilhões no total)

  • A receita fica depositada em contas controladas pelos Estados Unidos

  • A Venezuela poderá usar o dinheiro apenas para comprar: produtos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e infraestrutura elétrica americana

  • Trump afirmou que ele próprio controlará os recursos "para garantir que sejam usados em benefício do povo venezuelano e dos Estados Unidos"

As exigências do secretário de Estado Marco Rubio:

Segundo dois altos funcionários da Casa Branca que falaram com a CNN, o governo americano apresentou uma série de condições para o governo interino de Delcy Rodríguez:

  • Romper relações com China, Rússia, Irã e Cuba

  • Estabelecer parceria exclusiva com os EUA na produção de petróleo

  • Comprar produtos apenas de empresas americanas com a receita do petróleo

Rubio declarou que o governo dos EUA "acredita ter influência significativa" sobre o mandato interino venezuelano.

A reação internacional:

A China não gostou. Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, foi direta na coletiva de imprensa:

"Gostaria de enfatizar que os direitos e interesses legítimos da China e de outros países na Venezuela devem ser protegidos."

O posicionamento chinês faz sentido do ponto de vista econômico: Pequim investiu mais de US$ 50 bilhões na Venezuela desde 2007 e é um dos principais compradores do petróleo venezuelano.

E teve apreensão de navio:

Os EUA apreenderam nesta quarta um navio petroleiro venezuelano que tinha uma bandeira da Rússia pintada no casco. O governo americano não deu detalhes sobre a operação.

O contexto da crise venezuelana:

A situação do petróleo venezuelano é complicada. O país tem as maiores reservas comprovadas do mundo (~20% do total global), mas a produção despencou:

  • Anos 2000: Mais de 3 milhões de barris/dia

  • Hoje: Menos de 1 milhão de barris/dia (queda de 70%)

A infraestrutura está deteriorada após anos de falta de investimento, nacionalização mal executada da indústria, e sanções internacionais.

Visões diferentes sobre o acordo:

Defensores argumentam que:

  • A Venezuela precisa desesperadamente de investimentos e acesso a mercados

  • O controle americano sobre os recursos evita desvios e corrupção

  • A retomada da produção petrolífera beneficiará a população venezuelana

Críticos apontam que:

  • O acordo limita drasticamente a soberania econômica venezuelana

  • Romper relações com grandes parceiros comerciais pode ser contraproducente

  • O controle externo da receita do petróleo é incomum em relações internacionais

O que vem pela frente:

A implementação do acordo depende da capacidade do governo interino venezuelano de manter controle político interno e de como outros atores internacionais (especialmente China e Rússia) vão reagir nos próximos dias.

Itaipú anuncia aditivo de R$1,5 bi para manter tarifa

NEGÓCIOS

A usina hidrelétrica binacional (Brasil-Paraguai) anunciou que vai investir R$ 1,5 bilhão ao longo de 2026 para manter a tarifa no mesmo patamar de 2024-2025: US$ 17,66 por kW/mês. O valor beneficia consumidores regulados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Os números que você precisa saber:

  • Tarifa atual (2024-2026): US$ 17,66 por kW/mês

  • Tarifa antes da quitação da dívida (até 2021): US$ 27,86 por kW/mês (média)

  • Redução: 36,6% em relação ao período anterior

  • Investimento necessário em 2026: R$ 1,5 bilhão para manter esse preço

Por que a tarifa caiu tanto?

Em 2023, o Brasil e o Paraguai quitaram completamente a dívida de construção da usina. Isso permitiu uma redução de 27,4% logo de cara, e depois ajustes adicionais levaram à queda acumulada de 36,6%.

Antes, parte da tarifa cobria os custos da dívida bilionária contraída nas décadas de 1970-80 para construir Itaipu. Com a dívida zerada, sobrou mais margem para reduzir o preço final.

Como Itaipu se compara a outras fontes de energia?

A companhia divulgou dados interessantes sobre competitividade:

  • Energia de Itaipu em 2025: R$ 221,30 por MWh (megawatt-hora)

  • Usinas de cotas (Lei 12.783/2013): R$ 222,59 por MWh

  • Custo médio do ACR (Ambiente de Contratação Regulada) em 2025: R$ 307,29 por MWh

  • Projeção do ACR para 2026: R$ 342,71 por MWh

Traduzindo: a energia de Itaipu está custando 35-40% menos que a média do mercado regulado. Isso ajuda a segurar a conta de luz de milhões de brasileiros.

E depois de 2026?

Aí complica um pouco. A tarifa a partir de 2027 depende de negociações binacionais entre Brasil e Paraguai, respeitando o Tratado de Itaipu.

Segundo a empresa, as chancelarias dos dois países retomaram conversas sobre a revisão do Anexo C do tratado. O governo brasileiro está defendendo que a redução tarifária continue, especialmente agora que a dívida foi quitada.

Mas qualquer mudança só pode acontecer com consenso entre os dois governos. E o Paraguai pode ter outras ideias — afinal, eles também são donos de metade da usina.

A fala oficial:

André Pepitone, diretor financeiro executivo de Itaipu, resumiu assim:

"Os resultados demonstram que Itaipu é muito mais do que uma usina: é um instrumento estratégico do Estado brasileiro para garantir energia limpa, segurança operativa, tarifas justas e alívio concreto no bolso do cidadão."

Por que isso importa pra você?

Itaipu é responsável por cerca de 10-15% da energia consumida no Brasil. Quando a tarifa dela sobe ou desce, isso impacta diretamente a conta de luz de dezenas de milhões de brasileiros, especialmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Manter a tarifa congelada em 2026, mesmo com inflação, é uma boa notícia num momento em que outras fontes de energia (termelétricas, principalmente) estão ficando mais caras.

Bottom line: Itaipu conseguiu manter o preço baixo por três anos seguidos, mas a partir de 2027 depende de negociação com o Paraguai. Se você mora nas regiões atendidas pela usina, aproveite 2026 — porque o futuro é incerto. E no Brasil, quando se fala em energia e negociação internacional, raramente as coisas ficam mais baratas.

Morgan Stanley entra na briga dos ETFs de criptos

CRYPTO

A Morgan Stanley protocolou nesta semana dois Formulários S-1 na SEC (órgão regulador americano) para lançar ETFs spot de Bitcoin e Solana. O movimento marca a entrada oficial do banco no mercado de fundos cripto próprios — até então, a instituição só distribuía produtos de concorrentes.

O que a Morgan Stanley está pedindo:

  • Morgan Stanley Bitcoin Trust: ETF 100% passivo que vai acompanhar o preço do Bitcoin

  • Morgan Stanley Solana Trust: Mesmo formato, mas seguindo o preço de SOL

  • Estrutura: Custódia direta dos ativos, sem derivativos ou alavancagem

  • Negociação: Cotas criadas/resgatadas por participantes autorizados, mas qualquer investidor poderá comprar no mercado secundário

Segundo o documento enviado em 6 de janeiro, os fundos vão descontar apenas taxas e despesas operacionais — modelo padrão para ETFs spot.

Por que isso é importante:

O mercado de ETFs spot de Bitcoin explodiu desde que foi aprovado nos EUA em 2024. Dados da SoSoValue mostram números impressionantes:

  • Ativos sob gestão: US$ 123 bilhões (equivale a 6,57% de todo o valor de mercado do Bitcoin)

  • Entradas líquidas em 2026: Mais de US$ 1,1 bilhão (só no começo do ano)

  • BlackRock: Quase US$ 100 bilhões em alocações nos seus fundos cripto

Traduzindo: ETFs de Bitcoin viraram uma das maiores fontes de lucro das gestoras em tempo recorde.

E o Solana?

A Morgan Stanley não ficou só no Bitcoin. O ETF de Solana mostra que o banco quer brigar também em ativos emergentes.

O mercado de fundos de SOL está crescendo rápido:

  • Captações: Quase US$ 800 milhões

  • Ativos sob gestão: Mais de US$ 1 bilhão

Solana tem apelo forte entre investidores jovens e desenvolvedores de blockchain, o que explica o interesse do banco.

PIB 2026: Crescimento cai para 1,7% com juro alto e estímulo fiscal

ECONOMIA

O QUE ESPERAR DE 2026

O consenso do mercado converge para um cenário de desaceleração controlada: o Brasil deve crescer cerca de 1,7% em 2026, abaixo dos 2%+ projetados para 2025. A economia entrará em uma fase de "ajuste fino", com juro alto segurando inflação e estímulos fiscais tentando impulsionar atividade.

Projeções de PIB para 2026:

Instituição

Projeção

Comentário

XP Investimentos

1,7%

Mantida

Itaú Unibanco

1,7%

Revisada de 1,5%

FGV/Ibre

1,9%

Monitor do PIB

MA7 Negócios

~1,0%

Mais pessimista

Consenso Focus

1,8%

Média do mercado

📊 Traduzindo: Crescimento fraco, mas positivo. A economia não vai desabar, mas também não vai decolar.

A EQUAÇÃO DE 2026: JURO ALTO + ESTÍMULO FISCAL

⚖️ O cabo de guerra:

FREANDO:

  • Selic terminando 2026 em 12-12,75% (ainda muito restritiva)

  • Indústria, comércio e serviços cíclicos desacelerando

  • Crédito caro freando consumo e investimento

  • Cenário externo incerto (tarifas de Trump, China fraca)

🟢 ACELERANDO:

  • Estímulos fiscais em ano de eleição municipal

  • Expansão do Minha Casa Minha Vida

  • Crédito consignado privado crescendo

  • Programas como "Luz para Todos" e "Gás do Povo"

  • Isenção do IR ampliada (mais renda disponível)

Resultado: Crescimento moderado, com primeiro semestre melhor que segundo.

OS VETORES DE CRESCIMENTO

O que vai puxar a economia:

Agronegócio (destaque do ano)

  • 🌾 Safra recorde projetada pela XP

  • 🚢 Novos terminais portuários ampliando exportações de soja

  • 💵 Setor menos sensível a juros altos

  • 🌍 Demanda externa firme (China, Europa)

2️⃣ Políticas públicas e transferências

  • 💰 Ampliação da faixa de isenção do IR

  • 🏠 Minha Casa Minha Vida com mais recursos

  • "Luz para Todos" e "Gás do Povo" chegando a mais famílias

  • 📈 Crédito consignado privado expandindo (Itaú e XP destacam)

XP Investimentos:

"As medidas de estímulo devem adicionar 0,8 p.p. à taxa de variação do PIB em 2026."

Ano eleitoral = gastos públicos

  • Eleições municipais em outubro/2026

  • Governos federal, estadual e municipal ampliando programas

  • Histórico mostra que PIB tende a acelerar em anos eleitorais

OS FREIOS DA ECONOMIA

O que vai segurar o crescimento:

Selic restritiva por mais tempo

Instituição

Selic fim de 2026

Comentário

Itaú

12,75%

Muito restritiva

XP

12,00%

Ainda alta

Focus

10,50%

Mais otimista

💡 Para contexto: Selic "neutra" (que não acelera nem freia) é estimada em 8-9%. Qualquer coisa acima disso é restritiva.

Inflação persistente

Projeção de IPCA 2026:

  •  Itaú: 4,2%

  •  XP: 4,2%

  •  Meta do BC: 3,0% (tolerância até 4,5%)

⚠️ Problema: Inflação de serviços em 5,3% (XP), pressionada por mercado de trabalho apertado.

Silvia Matos (FGV/Ibre):

"Podemos dizer que, em 2025, demos sorte. É como se tivéssemos 'passado com nota'. A grande pergunta é: em 2026 será igual?"

Setores cíclicos sob pressão

Quem sofre com juro alto:

  • 🏭 Indústria: Estoques elevados, crédito caro

  • 🛒 Comércio: Consumo das famílias desacelera

  • 🚗 Bens duráveis: Financiamento caro desestimula

  • 🏗️ Construção civil (exceto social housing)

Câmbio menos favorável

  • 💵 Projeção: R$ 5,50 (Itaú)

  • 📊 Atual: ~R$ 6,00+

  • ⚠️ Se dólar não cair, importados ficam caros e inflação piora

Cenário externo incerto

🌍 Riscos globais:

  • 🇺🇸 Tarifas de Trump impactando exportações

  • 🇨🇳 China desacelerando (menos demanda por commodities)

  • 🌊 Europa estagnada

  • ⚡ Possível recessão global

O ALERTA: 2025 FOI SORTE?

Silvia Matos (FGV/Ibre) faz um aviso importante:

Em 2025, o Brasil teve sorte com o cenário externo:

  • 💵 Desvalorização do dólar (tarifas de Trump) ajudou a segurar inflação

  • 🌾 Commodities firmes sustentaram balança comercial

  • 🌍 Crescimento global moderado mas estável

O problema: Esse cenário pode não se repetir em 2026.

Se o dólar subir, inflação piora → BC mantém juro alto por mais tempo → economia desacelera ainda mais

Matos alerta que, sem o "colchão externo", o Brasil pode precisar apertar ainda mais o cinto.

HIATO DO PRODUTO: ECONOMIA NO LIMITE

XP Investimentos:

"O hiato do produto deve permanecer próximo de zero, indicando uma economia operando perto de sua capacidade total."

💡 Traduzindo:

  • Hiato positivo = economia superaquecida (inflação alta)

  • Hiato zero = economia no equilíbrio

  • Hiato negativo = economia fraca (desemprego alto)

Implicação: Com hiato em zero, qualquer estímulo adicional pode gerar inflação, não crescimento. O BC terá que ser cirúrgico nos cortes de juro.

SETORES: QUEM GANHA E QUEM PERDE

SETORES QUE VÃO MELHOR:

Setor

Por quê?

🌾 Agronegócio

Safra recorde, demanda externa, menos sensível a juros

⛏️ Mineração/Extrativa

Commodities firmes, demanda chinesa

🏠 Construção civil (social)

Minha Casa Minha Vida expandindo

💳 Fintech/Crédito

Consignado privado crescendo

⚡ Energia/Infraestrutura

Programas governamentais

🔴 SETORES QUE SOFREM:

Setor

Por quê?

🏭 Indústria

Juro alto, estoques elevados, câmbio desfavorável

🛒 Varejo

Consumo retraído, crédito caro

🚗 Automotivo

Financiamento caro desestimula

🏘️ Construção (médio/alto padrão)

Juro mata demanda

✈️ Aviação/Turismo

Combustível caro, renda comprometida

INFLAÇÃO: O CALCANHAR DE AQUILES

Projeções de IPCA 2026: 4,2% (acima do centro da meta)

O que pressiona:

1️⃣ Inflação de serviços: 5,3% (mercado de trabalho apertado)
2️⃣ Preços administrados: 3,7%+ (energia, transporte)
3️⃣ Alimentação: Volatilidade climática
4️⃣ Câmbio: Se dólar não cair para R$ 5,50, piora tudo

Sidney Lima (Ouro Preto):

"O mercado precifica um 'pouso suave', onde a economia não desaba, mas também não decola."

CRONOGRAMA ESPERADO

1º SEMESTRE 2026: Relativamente melhor

  • 🌾 Safra entrando

  • 💰 Programas sociais acelerando

  • 🏦 BC pode iniciar corte de juros (Q2)

  • 📈 PIB trimestral em ~0,4-0,5%

2º SEMESTRE 2026: Desaceleração

  • 📉 Efeito da Selic alta acumulando

  • 🗳️ Eleições gerando incerteza

  • 🌍 Cenário externo se deteriorando?

  • 📊 PIB trimestral em ~0,2-0,3%

Itaú:

"O crescimento deve ser maior no primeiro semestre do que no segundo, seguindo um padrão sazonal impulsionado pelas safras."

VISÕES DOS EXECUTIVOS

André Matos (CEO da MA7 Negócios):

"Para o próximo ano, a expectativa é de um crescimento moderado, próximo a 1%, dependendo essencialmente de duas condições: estabilidade fiscal e uma sinalização mais clara do BC sobre quando a Selic poderá começar a cair."

Volnei Eyng (CEO da Multiplike):

"Para 2026, as projeções indicam desaceleração da atividade econômica. Esse cenário exige planejamento cuidadoso por parte de empresas e investidores, especialmente em estratégias de capital."

💡 Consenso: Prudência e gestão de risco serão cruciais.

PARA O SEU BOLSO

💼 Se você é trabalhador:

  • Mercado de trabalho continua aquecido (desemprego baixo)

  • Mas ganhos reais podem ser limitados (inflação em 4,2%)

  • Setores cíclicos podem desacelerar contratações

🏠 Se você quer comprar imóvel:

  • Minha Casa Minha Vida: boa oportunidade

  • Médio/alto padrão: financiamento ainda caro (Selic em 12%+)

  • Espere Q2/Q3 para ver se BC começa a cortar juros

📊 Se você investe:

  •  Renda fixa: Ainda atrativa (Selic em 12%+ rende muito)

  •  Bolsa: Volátil, mas agro e bancos podem ir bem

  •  Fundos imobiliários: Sofrem com juro alto

  •  Cripto: Aposta de alto risco (veja análise do Citi)

💳 Se você tem dívidas:

  • 🚨 Prioridade absoluta: Quitar dívidas caras (cartão, cheque especial)

  • 📉 Selic alta = juros altos por mais tempo

  • 💡 Considere renegociar antes que piore

Como fechou os mercados em 07/01/2026

🇧🇷Ibovespa: 161.975,23 pts

💸Dólar: R$5,39

📉S&P500: 6920,50 pts

🇪🇺Euro: R$6,29

Bitcoin: R$490.1K

💲Etherium: R$16.9K

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